"Sou uma mulher madura que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança, sou uma criança que atura."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como uma onda no mar (vermelho)

- Mãe, você continua se impressionando mesmo após todos esses anos? - A voz aguda da menina quebrou o silêncio que até alguns minutos atrás tomava conta do quarto.
- Ahn?
Raramente as duas se entendiam de primeira. O Q.I. acima da média da filha já havia sido diagnosticado há muito, mas ainda era complicado para a mãe lidar e se acostumar com a ideia de ter uma pequena gênia, sempre tão precoce, dentro de casa.
- Esse processo pelo qual nós passamos, mãe. De dentro para fora, você sabe, quase como uma explosão. Sempre intenso como o sangue que corre em nossas veias e por muitas vezes doloroso. Capaz de nos deixar tristes, sensíveis, carentes, irritados ou, simplesmente, indiferentes. O bom é que até mesmo a dor é sinal de saúde nesse caso, não? Sinal de normalidade. Já a indiferença, essa ocorre sempre que deixamos esse fantástico fenômeno passar despercebido. No final, porém, sempre somos pegos de surpresa e aí já é tarde demais para nos precavermos e só nos resta agir e seguir em frente.
A menina parou de falar por alguns instantes e, enquanto retomava o fôlego que perdera, se perdeu nos próprios devaneios. Subitamente, pareceu despertar de um sono profundo alguns segundos depois e prosseguiu:
- Algumas vezes até chega a deixar aquele gosto de falta na nossa boca, mas, no final, sempre acaba vazando da gente. Você entende, né? Claro que entende.
A mãe permaneceu em silêncio. O seu olhar desnorteado, contudo, deixou tudo tão claro quanto poderia: ela não estava entendendo nada.
- E o que mais me impressiona é que, segundo os livros que li e opiniões que ouvi, na maioria das vezes começa irregular, desorganizada. - A menina continuou, ignorando as expressões da mãe. - E, apesar da pouca experiência, eu concordo com essa primeira parte após tê-la aprendido na prática. A outra, entretanto, já não sei. De qualquer forma, dizem que, à medida que o tempo vai passando, você vai se acostumando e quando percebe já é até possível fazer algum tipo de planejamento, desde que exista uma regularidade, uma rot...
- Ah, meu amor! Nem acredito que a minha menina virou uma mocinha! - Interrompeu antes que a garota pudesse concluir o que quer que fosse. - Não precisava dar tantas voltas só para me contar que ficou menstruada, meu anjo.
- Ahn? - Era a filha quem não entendia dessa vez. - Eu só estava falando da vida, mãe. Da vida...

Ficou horrível, eu sei. O objetivo era a ambiguidade, mas nem sei se deu muito certo. Enfim, tô MORRENDO de sono. Fui inventar de tomar um remédio para a gripe e tô me sentindo dopada. Nem sei como tô conseguindo escrever.

12 comentários:

Mariane Ferrari disse...

ASHAOIHSOHAOSOAIHSOAHOSIHAOHSOA.

até eu fiquei confusa nesse diálogo aí. *-*

eu acho legal essa parada de ambiguidade e to estudando isso em Literatura.

beeijos. :*

Debbys disse...

Hahhahaha!!!!
Ficou legal, apesar de me perder um pouco, igual a mãe, mas acho que tbm pode ser por causa da minha preguiça somada às minhas preocupações e coisas pra fazer... Podia ter um remédio pra dar ânimo, parece que tomei várias caixas de remédio pra gripe.. =P
bjusss

Sofia disse...

UAHSIAUHSIHUASIHA eu ri, no final eu entendi as 'entrelinhas'.
muito maneiro o diálogo.
obg pela visita lá no blog.

Joyci Dias disse...

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia.
Num certo ponto, a menina perguntou: 'Como se faz para manter um amor?'

A mãe olhou para a filha e respondeu: 'Pega num pouco de areia e fecha mão com força...'
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
'Mamã, mas assim a areia cai!!!'

'Eu sei, agora abre completamente a mão...'

A menina assim fez mas veio o vento levou consigo a areia que restava na sua mão.

'Assim também não consigo mantê-la na minha mão!'

A mãe, sempre a sorrir disse-lhe: 'Agora pega outra vez num pouco de areia e mantém-na na mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade'

A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
'É assim que se faz durar um amor...'

Dani disse...

aaaah que legal que ficou! Parece aqueles textos de última página de revista! adorei!

M. disse...

HAHAHA.
aai Fernanda, só você mesmo.
Adorei o teexto, apesar de que a menina tem um Q.I. mais elevado que o meu, provavelmente --'
Haha.

ps; brigaada pelo aviso do blorkutando. eu nao tinha viisto que a pauta era aquela. escrevi em homenagem mesmo... ;x

Flor disse...

Essa confusão tocou meu coração,preciso fazer meu texto também,rs.Hã cara cê escreve bem demais,assim vou virar uma pamonha chorona uai.Que bom que gostou do Dedo Duro,é meio maluca minha coluna,mas tem gente que gosta,rs.Beijão.Bye.

Daninha* disse...

Cheia de Dúvidas...
Sobre a história que vc vai escrever estou super empolgada...
Vai postar aqui ne?

Bjos!

Cadinho RoCo disse...

É sempre perigoso precipitar o raciocínio.
Cadinho RoCo

Egon Henrique disse...

kkkkkkkkk

complicado o negócio ai em hahaha


gostei do blog, voltarei por aqui mais vezes...

bjão

Gabriela Castro disse...

O texto ficou ótimo! Você escreve muito bem Fernanda. Gosto muito daqui;)
beijos

Erica Ferro disse...

Ah... huahauhau'
Ameeeeei esse texto. =P

Muito bom.
E tem um texto teu que seja ruim? Não tem!