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domingo, 17 de maio de 2009
Just think about it
Postado por Fernanda L. às 00:58 22 comentários
Marcadores: Coisas da Vida, Outros
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Como uma onda no mar (vermelho)
- Mãe, você continua se impressionando mesmo após todos esses anos? - A voz aguda da menina quebrou o silêncio que até alguns minutos atrás tomava conta do quarto.
- Ahn?
Raramente as duas se entendiam de primeira. O Q.I. acima da média da filha já havia sido diagnosticado há muito, mas ainda era complicado para a mãe lidar e se acostumar com a ideia de ter uma pequena gênia, sempre tão precoce, dentro de casa.
- Esse processo pelo qual nós passamos, mãe. De dentro para fora, você sabe, quase como uma explosão. Sempre intenso como o sangue que corre em nossas veias e por muitas vezes doloroso. Capaz de nos deixar tristes, sensíveis, carentes, irritados ou, simplesmente, indiferentes. O bom é que até mesmo a dor é sinal de saúde nesse caso, não? Sinal de normalidade. Já a indiferença, essa ocorre sempre que deixamos esse fantástico fenômeno passar despercebido. No final, porém, sempre somos pegos de surpresa e aí já é tarde demais para nos precavermos e só nos resta agir e seguir em frente.
A menina parou de falar por alguns instantes e, enquanto retomava o fôlego que perdera, se perdeu nos próprios devaneios. Subitamente, pareceu despertar de um sono profundo alguns segundos depois e prosseguiu:
- Algumas vezes até chega a deixar aquele gosto de falta na nossa boca, mas, no final, sempre acaba vazando da gente. Você entende, né? Claro que entende.
A mãe permaneceu em silêncio. O seu olhar desnorteado, contudo, deixou tudo tão claro quanto poderia: ela não estava entendendo nada.
- E o que mais me impressiona é que, segundo os livros que li e opiniões que ouvi, na maioria das vezes começa irregular, desorganizada. - A menina continuou, ignorando as expressões da mãe. - E, apesar da pouca experiência, eu concordo com essa primeira parte após tê-la aprendido na prática. A outra, entretanto, já não sei. De qualquer forma, dizem que, à medida que o tempo vai passando, você vai se acostumando e quando percebe já é até possível fazer algum tipo de planejamento, desde que exista uma regularidade, uma rot...
- Ah, meu amor! Nem acredito que a minha menina virou uma mocinha! - Interrompeu antes que a garota pudesse concluir o que quer que fosse. - Não precisava dar tantas voltas só para me contar que ficou menstruada, meu anjo.
- Ahn? - Era a filha quem não entendia dessa vez. - Eu só estava falando da vida, mãe. Da vida...
•
Ficou horrível, eu sei. O objetivo era a ambiguidade, mas nem sei se deu muito certo. Enfim, tô MORRENDO de sono. Fui inventar de tomar um remédio para a gripe e tô me sentindo dopada. Nem sei como tô conseguindo escrever.
Postado por Fernanda L. às 20:56 12 comentários
Marcadores: Coisas da Vida, Diálogos
domingo, 19 de abril de 2009
Até! Que a morte nos separe!
As malas já estão prontas e esperam ao lado da porta pelo seu dono. Quando serão levadas dali, porém, ainda é um mistério, mas os fatos levam a crer que não irá demorar muito até que o "até que a morte nos separe" se transforme em "até! Que a morte nos separe". No banheiro, nem o barulho do chuveiro ligado é capaz de abafar os soluços e o chororô que já tomam conta da casa, bem como o clima de velório.
Separações são sempre delicadas e, infelizmente (ou não), cada vez mais comuns nos dias atuais. Digo ou não porque, embora todos reconheçam a influência que uma família unida e bem estruturada exerce sobre a formação de todo e qualquer cidadão, ninguém pode negar que não existe nada pior do que viver em uma casa que, como um vulcão, ameaça entrar em erupção a qualquer momento. E digo isso por experiência própria.
Filha de pais separados, reconciliados e futuramente separados novamente, devo admitir que custei a entender e a aceitar o fim do relacionamento de dezoito anos. Hoje, porém, mais velha e menos alienada, posso perceber que manter um casamento arruinado desgasta ainda mais do que o poderoso vulcão citado aí em cima, pois, por mais forte que pareçam as 'rochas' envolvidas, a erosão atinge-as em cheio - e as marcas são terríveis: estresse, choro, briga.
As cicatrizes de uma separação são, sim, profundas e custam a curar. As cicatrizes de um relacionamento sem amor, porém... Bom, para essas daí não tem remédio que dê jeito.
Separações são sempre delicadas e, infelizmente (ou não), cada vez mais comuns nos dias atuais. Digo ou não porque, embora todos reconheçam a influência que uma família unida e bem estruturada exerce sobre a formação de todo e qualquer cidadão, ninguém pode negar que não existe nada pior do que viver em uma casa que, como um vulcão, ameaça entrar em erupção a qualquer momento. E digo isso por experiência própria.
Filha de pais separados, reconciliados e futuramente separados novamente, devo admitir que custei a entender e a aceitar o fim do relacionamento de dezoito anos. Hoje, porém, mais velha e menos alienada, posso perceber que manter um casamento arruinado desgasta ainda mais do que o poderoso vulcão citado aí em cima, pois, por mais forte que pareçam as 'rochas' envolvidas, a erosão atinge-as em cheio - e as marcas são terríveis: estresse, choro, briga.
As cicatrizes de uma separação são, sim, profundas e custam a curar. As cicatrizes de um relacionamento sem amor, porém... Bom, para essas daí não tem remédio que dê jeito.
Não tô inspirada ultimamente. Esse aí custou para nascer e, ainda assim, acabou nascendo de cesariana. :\
Postado por Fernanda L. às 22:16 4 comentários
Marcadores: Amor e Ódio, Coisas da Vida, Fatos e Comentários
domingo, 12 de abril de 2009
Eu amo, tu amas, ele não me ama
"Como pode ser gostar de alguém
e esse tal alguém não ser seu?"
Amado - Vanessa da Mata
e esse tal alguém não ser seu?"
Amado - Vanessa da Mata
Cruel. Eis um adjetivo que poderia descrever com precisão um amor não correspondido. Ainda pior do que ser cruel, porém, é ser uma unanimidade. Quem nunca passou por uma situação dessas que atire a primeira pedra, mas já sabendo que não está, nem de longe, vacinado contra esse mal que cedo ou tarde acaba atingindo e magoando a homens e mulheres de todas as idades. Como você passará por esse triste (e mais comum do que parece) episódio, porém, é outra história - e, apesar de todos os apesares, o desenvolvimento e o final são sempre escritos por você.
O que acontece, no geral, é que os fatos são sempre os mesmos: você gosta da criatura e planeja um lindo final feliz para vocês; a criatura, no entanto, resolve se apaixonar por outra pessoa ou simplesmente insiste em não ver que você está mandando sinais de fumaça bem ao lado dela e fazendo de tudo para ser notado. E então você percebe que o final feliz não vai ser tão feliz assim, pelo menos não para você. Será? Embora temperar tais fatos com doses extras de esperança, sonhos e ilusões não seja a melhor das soluções - afinal já diziam: quanto maior a altura, maior a queda -, desesperar-se e achar que tudo está perdido não são as atitudes mais apropriadas.
O amor, tão complexo e indescritível quanto o verbo amar, é questão de sorte, de tempo, de vida. É preciso maturidade para saber as respostas para questões básicas que, apesar de conhecidas por todos, dificilmente são compreendidas quando não se frequentou a melhor dentre todas as instituições de ensino: a escola da vida. Requer tempo e experiência para que você entenda que não é aprisionando o outro que você o terá por perto, que nem sempre seremos correspondidos e que o verdadeiro amor é eterno e, preste bastante atenção nessa palavra, recíproco.
Por isso, embora nem sempre o nosso esforço pelo afeto da pessoa amada seja bem recompensado e acabe transformando "cruel" e "amor" em sinônimos, de nada adianta o desespero, o chororô e muito menos os inúmeros "a minha vida perdeu o sentido". Desperdício puro. Acredite: se a sua vida está perdendo o sentido é porque você perdeu o seu próprio amor; e, se você ainda não é capaz de amar a si próprio, também não é capaz de amar a mais ninguém.
A dorzinha de cotovelo e o gostinho de "por que não eu?" existem e vão existir sempre. O que não é válido, entretanto, é achar que amar é a mesma coisa que estar amando, até porque amar não se conjuga no passado nem muito menos no gerúndio.
•••Post fajuto. Inspiração tá looonge.
Postado por Fernanda L. às 22:20 8 comentários
Marcadores: Amor e Ódio, Coisas da Vida, Fatos e Comentários
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Só pra descontrair
E no meio de mais uma aula de matemática...
- Professor, você sabe o que significa diadelfo?
- Claro que sei.
- O que significa?
- Contração para dia do elfo, tá ligado?
UAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUA
Na boa, o tempo passa e a capacidade de falar besteira que o Assis tem só me impressiona. Acho que é mal de professor de matemática. Só pode. Bit era outro que vivia falando merda. Lembro de quando ele escreveu no quadro e perguntou a Quirino, um aluno baixinho, mas um tanto quanto pertubado, se ele nunca havia lido aquilo antes:
u u u u u u
BBB
BBB
BBBB
BBBBB
BBBBBB
U U U U U U
Quirino: Não, Bit.
Bit: Pois devia. U's pequenos B descem U's grandes, entendeu? Portanto, me respeite, seu tampinha.
Sou muito lerda por rir dessas bobagens? :x Aaaah! Fiz uma tirinha numa noite qualquer enquanto estava quase desmaiando de sono. Quase ninguém entendeu, mas eu dou quilos de risadas toda vez que leio. Eu sou idiota, eu sei. Só sei que qualquer dia desses escaneio e posto só para ver se alguém entende.
Enfim, post completamente inútil, mas eu tinha que registrar essas pérolas do dia-a-dia.
P.S.: Ellen, Antônio Jorge e Rosemarie ainda me matam com essas provas - e, se eles falharem, aquela farda me mata de calor.
P.S.S.: EU PRECISO DORMIIIIIIIR!
Postado por Fernanda L. às 18:40 3 comentários
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